O dia 3 de março de 2011 ficará marcado na memória do volante Henrique. A primeira convocação do jogador cruzeirense para a Seleção Brasileira foi recebida com muita emoção e choro, além de festa por parte dos companheiros, nesta quinta-feira, no Aeroporto de Confins. Henrique soube da notícia ao desembarcar em Belo Horizonte, no início da tarde desta quinta-feira, e ficou surpreso.
Quando chegou ao saguão do aeroporto, o volante, extenuado pela maratona da viagem à Colômbia, não segurou as lágrimas diante da imprensa.
“É cansaço, é sono, alegria, choro. Já vim chorando quando recebi a notícia. É o choro da alegria por representar nosso país. Eu recebi uma mensagem da minha esposa, foi logo quando o avião desceu (em Belo Horizonte). Nem acreditei na hora. Estou muito cansado, mas estou muito feliz, todo mundo está ligando para mim, é um momento valoroso na minha carreira”, vibrou Henrique.
A convocação teve, para o volante, um significado especial. É que ele começou a carreira já aos 19 anos, no time do Londrina, sua cidade natal, por isso não teve oportunidade em seleções de base. De lá, Henrique foi para o Figueirense, onde foi comandado pelo técnico Adílson Batista e, em 2007, foi tentar a sorte no Japão, também sob o comando de Adílson.
O treinador trouxe o desconhecido volante para o Cruzeiro, em 2008, e Henrique, então reserva e criticado por parte da torcida, buscou seu espaço entre os titulares e se firmou definitivamente no segundo semestre de 2009, depois da venda de Ramires para o futebol europeu. Henrique não pensa duas vezes ao afirmar que este é o melhor momento da sua carreira.
“Trabalhei muito para estar aqui, junto com meus companheiros, que me deram todo o suporte. É uma emoção muito grande, não sei se choro... é uma alegria imensa que estou sentindo, porque sou jogador que passou por muitas dificuldades e chegar na Seleção é o melhor momento da minha carreira”.

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